sábado, 7 de junho de 2014
um chuva de auto-ajuda buks
Na capital o capital circula de bicicleta entre os pavilhões da feira do livro os autores desfazem-se em autógrafos apelando a quem passa um minuto de atenção e é quem mais mal diz do actual discurso único e que lixe a literatura é quem mais larva borboletas-caveira sim o capitalismo não dorme anda de bicicleta a roubar carteiras na capital é quem mais atira os livros para cima dos sem-abrigo que acordam como dum pesadelo
domingo, 6 de outubro de 2013
O ANO DA MORTE DE VALTER HUGO MÃE meu querido é bom saber que vais lançar mais um romance apesar de preferir que lutasses contra a troika e contra os políticos que não páram de condenar o nosso país às calendas gregas infestando-o de resgates e encher de novo o povo de feridas negras do fascismo pós-moderno a Diana andou por aqui a pé a falar sozinha e mijou-me em cima tem um novo romance do qual está grávida e tu quando é que engravidas
domingo, 9 de junho de 2013
domingo, 30 de setembro de 2012
sexta-feira, 6 de julho de 2012
O verão chegou e é quem mais coloca as suas cinzas ao sol
O verão chegou e
é quem mais coloca as suas cinzas ao sol não fujo à regra historicamente dirão
desse velho romance e da não menos velha idiotia que arrasta languidamente pelo
fio da navalha com banho de prata um colar de alhos e um espeto de pau e é quem
mais nestes dias de soberana miséria tenta tirar o diabo do corpo ao real aqui
ao lado numa grande metrópole um jovem aprendiz de feiticeiro da escrita tenta
esclarecer os verdadeiros motivos que ali o trouxeram para desenvolver a mais
estafada das narrativas é um jovem brilhante devido à sua bolsa e esforçado
diagnóstico ao cérebro dum país habitado por cadáveres esquisitos tanta bolsas
artísticas despejadas nas artes e nas letras afim de proveram o seu espírito criativo
e artístico e literário e é ver as nossas letras deitadas ao abandono tais
campos de cultivo outrora hoje cobertos de crude
quinta-feira, 14 de junho de 2012
O meu cadáver é um livro em aberto
O meu cadáver está aberto ao solilóquio e a toda uma chuva de epígonos entretanto Portugual não se levanta do chão pois a qualquer tentativa é calcado e pontapeado por deus pátria e autoridade essa troika de cancros vitalícios
domingo, 22 de abril de 2012
O ano da morte de Manuel Alegre
O Manuel Alegre anda triste como a noite senta-se por aí e começa por tirar o aparelho da boca leia-se dentadura e fala comigo como se eu fosse uma árvore como ele costuma dizer pois ninguém o cala conhecemo-nos desde a noite dos tempos em que tudo era claro e às claras mas sabemos que não era nada assim o mesmo inimigo talvez mais identificável mas na flor da vida somos essa árvore que absorve oxigénio e liberta poesia
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